A era de ouro do cinema Norte americano recebeu trabalhos cujo esforço para criar algo bom/grandioso é notável. Produções ousadas, mas que carregavam consigo as limitações da tecnologia, eram comuns para a época. Na década 1950 não existia o moderno computador com seu hoje famoso CG (Computação Gráfica) para auxiliar nas produções cinematográficas, portanto, muitas produções ousadas da época, hoje, são vistas como obras datadas na qual o tempo lhes fez mal.
O gênero Ficção Científica fez a alegria de muitos. Era comum neste tipo de gênero a associação imediata a seres extraterrestres (ou ET, como preferir), tudo construído pela forma mais caricata possível, aos olhos mais atuais. Seriados de TV da época servem como uma boa definição para o que significava de fato ”Ficção Científica” para a época (Alguém aí conhece ”National Kid”?).
Dono de muitos clássicos que sobreviveram na mente dos cinéfilos com o passar do tempo, Robert Wise se aventurou a dirigir um filme do gênero a ser tratado neste texto. Wise é mais conhecido pela imortal obra assinada com sua direção: ‘A Noviça Rebelde’ (1965). De todo modo, Robert Wise, muito antes de se envolver com A Noviça Rebelde, comandara o clássico ‘O Dia em Que a Terra Parou’ (1951). Como a maioria dos filmes pertencentes ao gênero Ficção Científica, o filme de 1951 trata da intrigante temática que envolve vida fora da terra.
Realizado em plena era da Guerra Fria, ‘O Dia em Que a Terra Parou’ faz proveito do momento para executar uma lição de moral. No filme, vemos o alienígena Klaatu, que veio para a terra com a missão de enviar-lhes uma mensagem pacificadora (uma indireta para a Guerra Fria), porém, o ser extra-terreste é recebido pelos humanos com hostilidade. O filme apresenta uma boa idéia de crítica social, porém, a execução da mesma foi mal sucedida, algo que de fato só pôde ser visto com melhor definição com o passar do tempo.
É inevitável (ou talvez não) a sensação de que algo está faltando. A verdade é que quase tudo no filme soa de forma caricata; como se já não fossem bastante as atuações teatrais comuns da época, o filme joga em tela um tom irritante de falso moralismo que envelheceu muito mal. A mensagem que ‘O Dia em Que a Terra Parou’ quer passar ao espectador é direta e crua (o que não é um ponto positivo neste caso), aqui não existe a metáfora que faz o espectador refletir e temperar melhor a mensagem em sua mente; o roteiro faz uso de uma resolução pouco temperada e já mastigada, pronta para seu público digerir, dando uma enorme sensação de insulto ao intelecto dos espectadores.
Todavia, o filme possui seus bons momentos. A obra começa bem, o problema real é seu desenvolvimento, que a torna em uma decrescente escada qualitativa. Um filme cujo tempo não lhe fez bem, porém, serve como referência para uma época que não existe mais, sendo assim uma experiência obrigatória para qualquer cinéfilo que se preze.
”klaatu barada nikto”
Avaliação: 3/5
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Tenho que ver! Sempre que eu tento baixar esse filme, dá alguma coisa errada! rsrsr
Esse clima de monstros e ficção científica dos anos cinqüenta-sessenta é um deleite cinéfilo, ver como os filmes tinham tanta qualidade e como os efeitos foram evoluindo com o passar do tempo… Esse e “Vampiros de almas” estão há muito tempo na lista de filmes para serem conferidos… =D
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Muito bom esse, muito melhor que o remake. Até o assunto sobre a guerra se tornou melhor que o assunto ambiental do filme de 2008
Beeeeeemmm melhor que o remake… Que pro sinal, achei uma bela porcaria (assistí no cinema rsrs). Vlw!
simplesmente,original!
Assisti quando criança, pela primeira vez. Acreditei ter sido iludido pela pouca idade, mas vendo novamente o original, percebi que realmente o filme é bom. Quanto a nova versão, bem acho que sou um tanto cético e não gostei muito.