Enter The Void (2009) – Crítica

 Gaspar Noé é um cineasta que adquiriu um nome a zelar no mundo Cult, e isto deve-se pelo seu estilo onírico de direção que ganhou força massiva diante do público apreciador de Ingmar Bergman, Stanley Kubrick e de outros diretores fora do comum. É visível que o principal conceito filosófico que Noé segue é o de que o tempo faz parte da vida do ser vivo, seja pelo bem ou pelo mal.

 Há quem diga que Noé é um diretor pretensioso e, motivos para isto existem aos montes, começando pelo fato do diretor optar pela tal filosofia que se basea no tempo, para construir toda sua filmografia. O conceito de tempo utilizado por Noé é algo que deve ser sentido com o máximo de intelecto possível, pois do contrário, a experiência poderá ser uma verdadeira chatice. Com Enter The Void Gaspar Noé não é diferente, utiliza ao máximo a tal filosofia que arranca do filme momentos que poderiam ser descartados, momentos aparentemente inúteis que cobram do filme cenas com longos e enfadonhos minutos de duração, com toda a calma do mundo e um sentido questionável. A filosofia utilizada por Noé tem seu lado de interesse, mas hipocrisia à parte, tem seu lado de inutilidade e pretensão.

 De todo modo, em Enter The Void Noé faz um uso momentâneo magistral de direção, com todo o destaque para o excelente uso de câmera subjetiva. Grande parte do filme se passa diante dos olhos do protagonista, com direito a piscadas de olhos e outras coisas mais.

 Diferente de Irreversível, Enter The Void revela uma grande parcela de elementos sutis, começando pela trama romântica onde o espírito de um rapaz vigia sua irmã que tanto amava. O filme também apresenta grosserias típicas do cinema de Noé, como close interno em uma penetração de um pênis em uma vagina.

 Com uma fotografia psicodélica e muitos efeitos de luzes estonteantes, a sensação de assistir Enther The Void é pouco agradável. Efeitos pirotécnicos prometem fortes dores de cabeça.

 No final das contas Enter The Void apresenta um conceito inteligente sobre cinema, pretensioso, porém apresenta. O banal divide espaço com o importante, e o resultado final é um forte sonífero no qual não será tão agradável de assistir. Um filme para poucos.

Avaliação: 3/5

Victor Ramos

25 Comentários

Arquivado em enigmático, Romance, surrealismo

25 respostas para Enter The Void (2009) – Crítica

  1. Não entendi as três estrelas, se é ruim, dava 2 logo! hauahuah
    O cinema de Noé não é e nunca foi pra espectadores se sentirem bem ou confortáveis… Exemplo é Irreversível, pesado e que dá até tontura, o que só aumenta seu posto de OP!

  2. yasmin

    Sua escrita também é um sonífero poderoso.

  3. Hum, é mesmo? Com base em que argumentos afirma isto? Não estou aqui para falar bem de seu diretor favorito, querida, se não gostou das árduas críticas que fiz a Noé, o problema é seu. Tá? ;-) É fã de Noé? Gosta dele? Pois bem, apresente argumentos válidos para falar mal de meu texto e para defender seu diretor… Aceito opiniões contrárias, claro, mas afirmar algo sem argumentos válidos é o mesmo que ficar calado.

    Ps: O motivo para achar um texto de poucos parágrafos cansativo, é a ausência da prática de leitura.
    Ps2: O texto é meu, portanto, escrevo o que bem entender… Defendendo meu ideais, claro, e neste caso: o de avaliar Enter the Void.

  4. Eu nunca vi um filme dele, mas adorei a crítica, bem diferente hehe
    Parece ser um filme muito bonito visualmente…

  5. Só de ler O Manual de Instruções pensei que sua nota seria ! ou 2 hehe.
    Eu tenho esse filme aqui já vai fazer uns 5 meses heheh….mas cadê a coragem pra assistir? bate um preguiça, só de ver a longa duração do filme. E tem cara de que eu não vou curtir. Mas quem sabe um dia eu assistia hehe. Gosto do noé até, Irreversível é ótimo.

    Quanto aos fanzóides que não sabem defender as opiniões, digo que seu texto tá ótimo. Você foi até educado e nem soltou o verbo de maneira mais dura. O texto está sim compreensível. E esses filmes com estilos filosóficos alá Tio Boonmme são mesmo um pé no saco. Tem que ter muita paciência. Se o diretor não souber envolver o espectador, a experiência se torna a pior possível.

    Abraços!

    • Pois é Andinhu, vlw pela compreensão… Vc deve saber como é que funciona esse tipo de coisa.
      Quanto ao filme… É bom, porém, tem que tomar muito café, energético, refrigerante, cerveja etc… Cansativo, mas tem seu lado bom, como a interessante filosofia do tempo utilizada por Noé e, possui grandes momentos de direção (destaque para o excelente uso de câmera subjetiva). Recomendo assistir de dia.
      Vlw! Abração!

  6. Rodriguez

    Quem sou eu pra dar opniões aqui onde nunca entrei, mas dizer que um filme desses é ” cansativo ” é algo complicadissimo de entender, penso que diretores desse estilo sem duvidas necessita de um interesse, e sem duvidas uma viagem, muito maior do espectador, diante de um cinema tão convencional de hoje, e aliado ao fato de ninguém fazer nada de novo, acho que a ” pretensão ” do cineasta merece no minimo respeito…
    1° não sou fãzoide de ninguém muito menos dele que só conheço dois filmes.
    2° sei que é sua opnião e a respeito ( como vc diz o texto é seu).

    • Caro Rodriguez, agradeço sua visita.
      Admiro Kubrick pelo sucesso que ele obteve ao utilizar uma grande parcela de filosofia em sua filmografia, admiro Ingmar Bergman por ter trilhado pem uma caminho semelhante ao de Kubrick, admiro Godard, Lynch… Masssssssss…. Noé é um cara que demonstrou genialidade como diretor (e pq n como pensador?), e ainda demonstra; afimo aqui que é um grande diretor, porém, cinema n é feito apenas de filosofia… O cinema é composto de fotografia, atuações, roteiro, etc, e não apenas de filmagens sobre o tempo. Compreendeu?

      Ps: Sua opinião é muito importante sim… Volte sempre.

  7. Silmara Bergamo

    Acabei de assistir o filme.
    É engraçado que o diretor colocou os créditos todos no começo, pra não interferir na experiência. No final, o que resta é o vazio.
    É fantástico.
    É baseado no Bardo Thodol, o livro tibetano dos mortos.
    Você vive a experiência de morrer, vagar por aí e nascer de novo do ponto de vista da alma do personagem. Você está dentro da cabeça dele.
    A experiência do filme é tão forte que hoje acordei e pensei: “ué, eu não tinha morrido?”
    Tem que estar muito disposto pra assistir o filme, porque ele tem 2h30 e não existe cortes no tempo… É em tempo real. Não há passagem de uma cena para outra… Quando o personagem sai de um lugar e vai para o outro, vagando, você faz isso com ele, toda a viagem, ultrapassando muros, vendo tudo de cima…
    Enfim…
    Somente quem já leu o Bardo Thodol vai entender por completo o que Gaspar Noé quis dizer com tudo isso.
    Amei.

    • Obrigado pela grata visita, Silmara.
      Realmente é uma experiência para poucos… Tem seu lado bom (como destaquei na crítica), mas tem seu lado de… Bléee… Fadiga. Em todo caso, o conceito utilizado no filme é muito inteligente, porém, ficou algo muito cansativo. Aprecio muito a filosofia, porém, no cinema é necessário de mais… No meu ponto de vista.

      Ps: Procurarei ler Bardo Thodol.

  8. Este filme não é para ver com café, que meninos. É para ver não sóbrio, agora pelo que vão optar é com cada um. Ver estee filme sóbrio não aconselho. Principalmente para quem gosta de ver filmes nojo-comerciais.

  9. Por enquanto ainda acho a carreira de Noé ipecável.
    Exatamente por ser experimental, nunca será um diretor para todos.
    Desde “Sozinho contra Todos” (já assistiu?) onde o filme é todo narrado pelo pensamento do protagonista e ele demonstra pensamentos ultra-violentos e na realidade pouco acontece (!) e depois passando por “Irreversível” que ninguém mais precisa comentar…
    Pessoalmente, eu escrevo quadrinhos independentes tentando criar coisas que somente esta mídia me oferece. Quando eu começo uma história, inicialmente estou mais interessado em COMO contar do que na história. Inicialmente, claro.
    Disse isso somente pra tentar mostrar o porque de “Enter the Void” ter acabado comigo. Foi pela maneira que foi contada. Coisas que estavam lá, mas ninguém tinha feito antes.
    Outro que amo ESPECIALMENTE por conta de COMO contar é o Lars von Trier. Aquela fabulosa narração em forma de hipnose de “Europa” aos recentes, como o bad-ass modafoca “Dogville” e, talvez sua obra-prima, “Anticristo”.
    Enfim, verdadeiros artistas nesta mídia que, por não fazer obras com apelo para todos, jamais serão reconhecidos como tais.
    E isto, nobre colega, é uma pena.

    • Realmente é uma pena mesmo, Pedro. Mas não consigo enxergar os verdadeiros ”valores” de Noé e cia como pensadores – refleti deveras sobre o assunto. Realmente eu admiro muito o fato de diretores do tipo conseguirem realizar cinema pessoal sem se preocupar com público numeroso, apenas passando para a tela aquilo que lhe dá prazer; mas quando alguém apenas quer passar imagens supostamente vazias por aproximadamente 160 minutos de duração de projeção (como é o caso de Enter The Void), tudo perde o sentido. Qual o sentido de mostrar apenas imagens vazias por mais de 2 horas de duração? Seria realmente necessário? Qual o objetivo real de Noé com tudo aquilo? Se ele julga prazeroso para seu ego, tudo bem, afinal o cinema é de modo básico a visão dos diretores. A liberdade de expressão impera, certo? Mas será que se Enter the Void fosse realizado com a direção de Uwe Boll, do mesmo modo, vc e outras pessoas estariam defendendo tanto o filme em questão? Não, algo de errado tem aí… e Trier, por mais pretensioso pra caramba que seja, consegue fazer um cinema mais completo, em todos os sentidos.

      Vide Bergman, Kubrick (criador da obra-prima ”2001: uma odisséia no espaço”!) ou até mesmo o Trier, que possuem estilos semelhantes ao de Noé (aquele de preservar a imagem), mas que não caem em tolices como o próprio costuma cair. Nobre colega, cinema, por mais que seja algo feito para os parâmetros pessoais de cada diretor, é grande demais para apenas mostrar imagens.

      E pode parecer um preconceito de minha parte, mas não é. Cinema popular não é algo que cabe muito bem no meu cotidiano, do mesmo modo que cinema nulo. E ainda verei Sozinho Contra Todos.

      abs.

  10. Exatamente. Um ponto importante.
    Enquanto público, não me interesso se o Trier é nazista ou hippie-punk-rajneesh. Se você é um artista, isso significa que o que você faz é arte. E o artista nunca deve ser maior que sua obra. Obra deve sobreviver. E é interessante notar como este “auto-deslumbramento” (?) dele interfere na atenção que a obra deveria ter.
    É uma pena, mas infelizmente os filmes do Trier sobrevivem melhor longe do pai =).

    Revi “Enter the Void” ontem e resolvi tirar um pouco do meu próprio deslumbramento pra pensar um pouco no assunto.
    Definitivamente Enter the Void não funciona duas vezes.
    Um dos pontos que acabei me prendendo ontem foi o fato dos primeiros minutos, enquanto “Alex-em-primeira-pessoa”. Há um tremendo desperdício quando ouvimos seus pensamentos mas nada é de fato pensado. Deixa eu explicar melhor…
    “Asas doDesejo”, por exemplo. Eu acho todo o primeiro ato do filme fabuloso. Por viajarmos pelas cabeças das pessoas e como não paramos de pensar e falarmos sozinho nem por um segundo. Com diversos assuntos conflitando e se chocando ao mesmo tempo.
    A cena do suicída demonstra bem o que quero dizer.
    E esse enorme potencial é desperdiçado em Enter the Void. Todo o primeiro ato, sendo exatamente o que me encantou, junto com a alucinação hipnótica por drogas, é ocupado por um garoto desinteressante com pensamentos mais desinteressantes ainda. Que pena.

    Enfim, este é só um dos problemas que achei revendo menos encantado como estava.
    A maneira de contar é importantíssima, mas Trier não deixa a mecânica ser maior que o conteúdo. E Noé pecou pois pouco nos segura depois do primeiro ato. Talvez o auxílio de um roteirista somente para a trama subjacente resolvesse o problema, mas tipos como Noé não dividem créditos. Preferem tentativa e erro.

    De qualquer modo ainda tenho carinho especial por Enter the Void pela maneira que foi feito, embora agora, menos deslumbrado, reconheça que não é esta a função do cinema. A máquina de escrever não deve ser mais importante que o texto que sai dela. É verdade.

    E desculpe se o “nobre colega” soou arrogante. Foi só um modo de falar. Não foi minha intenção.

    • Justamente foi esta a minha sensação ao assistir Enter the Void. O primeiro ato é uma coisa de louco (no bom sentido), e um uso genial de câmera subjetiva acompanha tudo… cara, o uso da câmera em primeira pessoa de Enther The Void é um dos melhores que já testemunhei, mas o Noé joga tudo pelo ralo quando apenas joga aquele monte de imagens que são capazes de foderem a cabeça do espectador (fiquei com dor de cabeça após assistir) no segundo ato. É um filme com uma idéia interessante, mas mal executada. De todo modo, darei uma revisada, e vale. É um filme que… fiquei no meio termo… não gostei e nem odiei; fiquei indiferente. E ”Asas do Desejo” é outro filme que tenho quer ver faz um tempão.

      E que bom que vc sabe dialogar com argumentos válidos e educadamente, pq muita gente já veio aq só pra falar mal de alguns textos que derrubam as estrelinhas de certos diretores queridinhos por muitos, e com argumentos inválidos, hehehe. Admito que de primeira julguei vc errado, mas neste segundo comentário seu percebi que vc sabe respeitar os outros, mas sempre demonstrando o seu ponto de vista. Uma atitude muito bacana.

      Obrigado e apareça quando quiser! Abs.
      o/

  11. Felipe

    Caro VIctor,

    Sinceramente, achei sua crítica um tanto vaga, haja visto a complexidade do filme. A parte legal é que você focou na percepção temporal para Noé – que dialoga harmonicamente com as doutrinas modernas da física quântica. Entretanto, seu principal fundamento foi baseado na “chatisse de um filme de 160 minutos sem trama e sem um enredo consistente”. Aliás, esse é o fundamento de tantas outras (grandes) críticas.
    Talvez Noé não tenha tido a intenção de se aprofundar muito na filosofia metafísica clássica, mas conseguiu. Conseguiu também alcançar a física moderna, a psicologia da desconstrução, a reponsabilidade subjetiva na determinação social. Ainda, nesses tantos “momentos que poderiam ser descartados, momentos aparentemente inúteis que cobram do filme cenas com longos e enfadonhos minutos de duração”, há tanto estímulo semiótico quanto em qualquer filme do Jodorowski. Ademais, se nos focarmos nos princípios do Bardo Thodol – explicados brevemente por Alex -, a trama no pós-morte de Oscar ganha muito mais interesse, sentido e, ironicamente, vida. Talvez a chatisse do além-corpo seja pela eventual dissociação feita pelo expectador da filosofia tibetana com a morte. Concluido, por ora, a parte mais importante do filme é essa mesma: quando Noé quer mostrar ao público o que acontecerá, passo a passo, com Alex no seu pós-morte (isso acontece quando Alex explica a filosofia do Bardo Thodol).
    Não me entenda como rude, mas comparar “Enter the Void” com “2001: a Space Odyssey”, beleza! Só acho desnecessário compará-lo com “Dogville” – a não ser se você me convencer que giló é melhor/pior do que chuchu.
    A parte técnica da sua crítica tá convincente. É exatamente isso mesmo, quer dizer, o filme é o que é mais por ser uma obra fantástica dos recursos de filmagem, fotografia, sonoplastia, etc, etc. Entretanto, me sinto na obrigação de tecer alguns saberes, haja visto alguns comentários acima. Arte é, de certa forma, ego. Picasso, se vivo, poderia pintar um quadro 3×3 de preto que arrebataria alguns milhares (ou mais) de dólares; se eu fizesse o mesmo, mal pagaria a tinta e a tela. Sendo assim, o artista não vê projetado na arte a satisfação do público, mas sim sua expressão livre e racional de certa modalidade. Não se trata de liberdade de expressão; se trata de liberdade de ARTE. Ainda, os detalhes técnicos, que, aos seus olhos, engrandeceram indevidamente o filme, são demasiadamente importantes e podem determinar a qualidade de um filme. Não é mero egocentrismo, cazzo. Noé representou aquilo que queria da forma como deveria. Para ilustrar, utilizo um exemplo daqui retirado. No começo dos comentários, uma garota criticou a qualidade do seu texto. Você a crucificou, pedindo argumentos relevantes e blá, blá, blá. Mas você talvez não tenha percebido que a maneira de se escrever é um mero detalhe técnico. O importante é a mensagem que se passa com o texto, mas se não fosse o “modo como escrevemos”, Fernando Pessoa não seria quem ele foi. Mesma coisa no cinema: acho “Ata-me” (Almodóvar) genial, mas o filme, em si, é um lixo, justamente por deixar a desejar no “modo como filmamos”.

    Fica aqui minha anti-tese. Espero que entenda-a como crítica, não como apedrejamento.
    Um abraço

    • Olá, Felipe.

      Bem, primeiramente… que comentário amplo que vc escreveu, eim…? hehehe. Segundo, resumindo logo tudo para uma simples forma, este texto na verdade está resumido, e nem eu mesmo gostei muito dele. Não me expressei bem o suficiente, como pode ver; portanto, não posso falar muito a respeito das questões levantadas (e até mesmo pq já respondi muitos comentários) por vc.

      Quanto ao comentário que censurei, tive motivos claros para fazê-lo, mas vc não pode ver os motivos, já que o texto não está em sua forma original. Mas brevemente escreverei outro texto para o filme em questão.

      Abs!

      Ps: Quando foi que comparei Enter the Void com Dogville?

  12. Vinicius

    Cara, eu assisti o filme a pouco tempo e só tenho uma coisa pra falar além de que eu curti muito as filmagens, as imagens de cima atravessando as paredes e toda experiencia contada e vivenciada no filme..

    Ele retrata muito bem como é a “trip” do D.M.T … Eu já fiz o uso do mesmo e fiquei impressionado como conseguiram retratar de forma tão verdadeira toda “trip” que eu passei sobre efeito do D.M.T ! Podem acreditar nosso cerebro pode ir bem mais além do que pensamos…. Existem outras formas de compreender as coisas e analisar o mundo!! Liberte sua mente você pode muito mais do que se imagina..

  13. tsokas

    Achei uma boa história, bem contada e amarrada. Longe de ser um filme suspense que retrate a reencarnação, teorias espíritas ou os passeios da alma, creio que Noe assume sua forma de fazer filme. O movimento da camera de circular em seu proprio eixo, me faz ter certeza que o universo se movimenta dessa forma, a vida é cíclica, atravessamos ciclos. Vejo muita lucidez no desenrolar da história, o “passeio da alma pela vida” se dá em diversos momento da vida do protagonista e o espaço-tempo é atemporal. Bem antes, Buñel e Dali manipulavam esse artifício ficcional com maestria. Para mim o soco que Enter the Void nos dá é desferido na realidade das relações socias que não queremos aceitar. Existe um abismo entre o mundo como é e o mundo como queremos ver, Noe une com uma ponte lisérgica e com liguagem sofisticada esses dois extremos. Intrigante, angustiante, violento, Gaspazóide… Hotel Love pra tod@s!
    no sex, no money!

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